terça-feira, 27 de março de 2012

Estúdios tentaram um acordo com Megaupload, informa jornal New Zealand Herald

Segundo o jornal New Zealand Herald, executivos de estúdios como Fox, Disney e Warner Bros enviaram propostas a Dotcom propondo acordos de compartilhamento de conteúdo e de publicidade conjunta em troca da suavização das acusações de pirataria.
Dotcom teria recusado as propostas uma vez que teria planos para realizar um pivô no Megaupload, transformando-o em um tipo de gravadora, com os preços das músicas abaixo dos cobrados pelo mercado.
Segundo os advogados do Megaupload, cerca de 490 mensagens foram enviadas à empresa por membros da Associação do Cinema dos EUA (MPAA) e da Associação de Indústria Fonográfica dos EUA (RIAA). MPAA e RIAA são mandantes da ação contra Dotcom.
De acordo com o NZH, a defesa também tentará provar que cerca de 1000 funcionários de instituições oficiais americanas, como FBI, Nasa e órgãos judiciais, trocaram arquivos protegidos por direitos autorais por meio do serviço. Outros 15 mil militares teriam carregado 340 mil arquivos no serviço.
Na semana passada, a Justiça da Nova Zelândia autorizou o recebimento de 60 mil dólares mensais a Dotcom. O dinheiro virá de investimentos em títulos do governo do país e de reservas do empresário.
Dotcom estava com seus bens congelados desde o último dia 20 de janeiro, quando foi preso.
Ao mesmo tempo, a empresa Carpathia Hosting, responsável pelo armazenamento dos arquivos do Megaupload, diz não ter mais condições de arcar com os custos do serviço.
Segundo a Carpathia, são necessários 1100 servidores para armazenar os 25 petabytes (25 milhões de gigabytes) enviados ao Megaupload. O custo seria de 9 mil dólares por dia.

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